A forma que a criança concebe o mundo é via atividades lúdicas.
Lembro que meu pai trazia jogos e sentava à mesa, para nos ensinar a jogar.
Primeiro fazia questão de ensinar as regras, depois colocava o tabuleiro, as pedras, os pinos... e iniciava a trajetória, sempre atento para não trapacearmos. E isso perdurou na idade adulta.
Minha mãe pegava seu livro de historinhas bíblicas e realizava uma dinâmica, onde pudéssemos perceber a importância da disciplina moral e o valor divino sobre as criaturas e a natureza. Nesse tempo eu tinha apenas três anos e vejo as cenas até hoje.
O livro na mão da minha mãe, as figuras em preto e branco e as fichas que ela usava para marcar os meus acertos e o da minha irmã Arlete, naquele momento, acredito que a Marcia era bebê, e a Marta e o Irineu, nem eram projetos!
Lembro esse processo como algo que conduziu meus passos, demarcou espaços e estabeleceu disciplina.
Ah! esqueci da minha querida avó, Albina, a única que conheci. Como não podia andar, brincava com os netos, sentada numa cadeira, e batendo corda e nos incentivando a entrar e pular...
Essas lembranças complementam o que sou hoje, e é por conta desse passado que acredito no Poder da Ludicidade na vida da criança e progressivamente na vida do adulto.
Irene Fonseca
10/08/2014
(imagens: Candido Portinari)
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